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Apresentação A Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene em homenagem a Carlos Marighella, no dia 13 de dezembro de 1999. Estavam presentes à solenidade Clara Charf, viúva de Carlos Marighella e Carlos Augusto, filho do guerrilheiro morto há trinta anos pela repressão política na Alameda Casa Branca, em São Paulo. O sentido desta homenagem foi registrar na memória oficial do Legislativo a trajetória de Carlos Marighella, militante exemplar da causa do socialismo e da liberdade, que enfrentou, sem vacilações, a ditadura Vargas, foi deputado constituinte em 1946, conheceu a clandestinidade, a prisão, a tortura e a morte, quando liderava a luta armada contra o regime militar. Com isso queremos mostrar que, neste País, as elites ainda conservam o poder de eliminar fisicamente seus adversários, mas já não têm o poder de apagar da memória nacional os nomes e as imagens dos heróis do povo. As novas gerações, por meio deste texto, e de muitos outros, terão acesso ao itinerário e ao legado de Carlos marighella. Esta homenagem da Câmara dos Deputados a um homem proscrito é portanto um exercício de democracia. Com ela estamos sinalizando para aqueles que exerceram o terror, que a seus poderes podem ser colocados limites. Ela serve também de alerta aos que burlam a democracia por meio do abuso de edições e reedições de medidas provisórias, que aplicam cruéis políticas de exclusão social, que nada fazem contra violência e, com isso, estimulam a impunidade. Haverá de chegar o momento em que estes abusos não serão mais tolerados. Deputado Jaques Wagner (PT-BA) - Terceiro Secretário da Mesa da
Câmara Falaram em homenagem a Mariguella na ocasião os deputados: José Dirceu (PT-SP), Sérgio Carvalho (PSDB-RO), José Genoíno (PT-SP), Caio Riela (PTB-RS), Djalma Paes (PSB-PE), Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e Arthur Virgílio (PSDB-AM). |